Está chegando a hora
do programa termiinaaarrr...
Oi pissual
Foi um prazer inenarrável passar 1 ano e 2 meses com vocês, contando as histórias de minha infância e adolescência. Foi muito legal ver que vocês também tiveram momentos bem parecidos!
Obrigada por cada visita, cada comentário.
Agora o Águas Passadas está encerrando suas atividades!
Um beijão, que Deus abençôe vocês!
Vejo vocês lá no Mandiopã!!!
Sessão da tarde
Gente, vamos falar de filmes!!
Quem não se lembra dos filmes deliciosos que passavam na sessão da tarde nos anos 80? Eram tão legais e divertidos! Aliás, alguns eu tenho em dvd...

Quando começava algum desses, eu parava tudo o que estava fazendo pra assistir:
Curtindo a vida adoidado
Te pego lá fora
Admiradora secreta
O clube dos cinco
Os Goonies
Os garotos perdidos
Sem licença para dirigir
A garota de rosa choque
Namorada de aluguel
Lembra do ator Corey Haim? Ele era súper bonitinho e a maioria dos seus filmes eram divertidíssimos! Não me lembro do nome daquele em que ele se veste de menina pra ficar perto da garota que ele gostava, mas lembro que era engraçadão!
Final da história: Alguns atores daquela época continuam fazendo filmes. Muitos sumiram da mídia, seja por terem arrumado outra profissão, seja por problemas. Corey Haim, por exemplo, viciou-se em cocaína, foi detido e internado. Foi preso por comportamento hostil e violento, também. Durante os anos noventa participou de produções meio obscuras e sempre em papéis de pouca importância
Mudanças!!!
Todo mundo tá cansado de saber que eu
sou apaixonada por esses espaços virtuais...
De tempos em tempos eu dou uma renovada nos que eu tenho. Se algum não me agrada muito, eu logo mudo de lugar.

Foi assim com o meu antigo blog “Dry
for All”. Apaguei e fiz o Mandiopã. Agora
ele tá lá, bonitinho, me deixando feliz. Pelo jeito vou continuar lá por um bom
tempo.
Aqui no Águas Passadas, graças a Deus
tudo sempre foi muito legal.
Bom, eu sempre curti frases, das mais
engraçadas às mais inteligentes. Então há pouco tempo eu fiz o blog Tantas
Frases.
Amo desenhar, é um dos meus
passatempos preferidos. Então fiz o meu fotolog só de desenhos e montagens, o Sei Lá Mil Coisas. Hoje tá
completando um ano!
E agora, cansei do meu flog onde eu
colocava só fotos, o Eita Lelê. Nem me perguntem porque... quando implico com
uma coisa é melhor mudar mesmo. E mudei. Agora as minhas fotos ficam lá no Eita Maróca (haha, esses
nomes...).
E você me pergunta: O que isso tudo
tem a ver com o passado???
É que eu tava aqui me lembrando de que eu sempre fui assim... Antes de existir computador e internet eu tinha caderno de desenhos, diários, agendas, centenas de álbuns de fotos, caderno de perguntas (lembra desses?), caderno de frases, vixe...
Na verdade hoje só mudou o jeito e o lugar de todo mundo fazer isso. Ou não?
Final da história: Pensa que deixei de ter cadernos de desenhos, diários, etc? Doce ilusão a sua, hehe
Figurinhas!!!
Chegou a tão esperada Copa do Mundo!
O Brasil fica louco, todo mundo só fala nisso.
Eu não gosto de futebol, mas acabei entendo um pouco do assunto, afinal tem um cara que mora comigo que é louco pelo esporte, hehe...
Nessa onda de verde-amarelo, bonés, camisetas, bandeiras e cornetas veio também o álbum de figurinhas da copa. Cês já viram? Tá todo mundo lá, desde os jogadores mais famosos até aqueles que você nunca viu na vida.
Isso me fez lembrar de meus álbuns de figurinhas.
Gente, como era gostoso ir até a a banca, comprar aquele montão de pacotinhos, chegar correndo em casa e abrir um por um... Quando vinha uma figurinha que não era repetida era aquela festa!
Naquela época as figurinhas não eram auto-colantes como hoje. Havia todo um ritual de passar a cola tenaz nas bordinhas, espalhar com o dedo (pra não engruvinhar) e só então colar com muito cuidado. Completar uma página era a maior emoção do mundo... Completar o álbum todo era praticamente impossível, mas tinha quem conseguisse.
Os que eu mais gostava (e que guardo até hoje) eram o do Bem-Me-Quer, o do desenho Bernardo e Bianca, o do Amar É e o da Turma da Mônica. Até hoje, quando pego um deles pra dar uma olhadinha me vem aquela nostalgia gostosa...
Final da História:
Pensa que parei de colecionar figurinhas? Nada!
Estou quase completando o álbum de Nárnia e agora a nova mania lá em casa é... adivinha?
As figurinhas da Copa!!!
Quem tiver repetida me avisa pra gente trocar!
Meu desaniversário!
Gente, gente!
Neste próximo dia 04 será o meu aniversário!!!
Pleno domingão e lá estarei eu completando 35 anos!!!
Que loucura... Cada ano que passa eu me acostumo menos com a minha idade!
Ano passado escrevi algo sobre isso aqui no águas, olha lá no post do dia 02 de junho.
Mas tava aqui me lembrando... Quando eu era pequena eu adorava comemorar o dia do meu desaniversário.
Isso é coisa de Alice no país das maravilhas. O chapeleiro maluco comemorava o desaniversário.. Esse dia poderia ser qualquer dia...
Não é uma idéia sensacional??? Acordar num dia normal e de repente dar de cara com um grupo de amigos queridos cantando “parabéns pra você” e aquela enxurrada de beijos, carinho, presentes, cartões, telefonemas... tudo isso sem esperar??? Uau!
Como eu não contava pra ninguém, ninguém sabia dessa minha mania... Então eu acabava sempre comemorando sozinha. Isso me chateava um bocado... Afinal, como alguém na face da terra podia não saber da existência do meu desaniversário?????
Mas tudo bem. Eu cresci e entendi que coisa normal mesmo é comemorar aniversário, do jeitinho certo, no dia em que a gente nasceu.
Então, já que estamos próximos da data correta: PARABÉNS PRA MIM!!! Rá-tchim-bum-êêêêhhhhhh!!!!
Final da História: Depois de ter virado gente grande continuei com essa mania, sem contar pra ninguém (você são os únicos, com exceção do meu marido, que sabem disso!!).
Vira e mexe, até hoje eu compro algum presente pra mim e digo: Feliz desaniversário, Dry!
Obs: Algumas pessoas vieram me dizer que não conseguem deixar comentários aqui por algum problema do blog. Se você quiser comentar este post (me desejar feliz aniversário, por exemplo... hhehe) e não conseguir escrever aqui, esteja a vontade para me mandar um e-mail em drycarla@gmail.com.
O inferno é aqui
Eu sou da época em que os brinquedos mais simples e bobos do mundo faziam a criança se divertir.
Foi nessa época que se começou a ouvir por todos os lados um barulho infernal, mais ou menos assim:
TÉC... TÉC... TÉC... TÉC... TÉKÉTÉKÉTÉKÉTÉKÉTÉC!!!
TÉC... TÉC... TÉC... TÉC... TÉKÉTÉKÉTÉKÉTÉKÉTÉC!!!
É claro que eu queria saber de onde vinha aquilo, é claro que eu descobri e é claro que eu comprei pra mim!!!
Era um brinquedo simples: duas bolas DURAS FEITO PEDRA presas por um cordão. O lance era segurar o cordão bem no meio e balançá-lo pra cima e pra baixo, fazendo as bolas baterem uma na outra. E quanto mais forte e com mais velocidade você fazia isso, mais as bolas subiam até se encontrarem em cima e em baixo fazendo aquele barulhão.
Além de infernizar todo mundo com aquele barulho insuportável, o brinquedo também era perigoso. Na verdade eu não sabia o que ele podia ter de tão perigoso, só sabia que diziam isso...
Final da história: Finalmente o mistério foi revelado!!!
Um belo dia, na euforia da brincadeira, a corda escapou de minha mão e as bolas voaram em direção à minha cabeça me deixando dois galos enormes de presente.
Até cachorro bobo gosta de rir

Lá estava eu, em meados dos anos 80.
Peguei o telefone e liguei para o Bozo memória: 2-3-meia-zero-8-7-3.
Dava ocupado, ocupado, ocupado o tempo inteiro.
A semana inteira.
O mês inteiro.
Até que um dia:
- Alouuuuuuuuuu amiguinhooooo!!! Você ligou para o Bozo Memória, que alegria!!!
(Eeeeeeeeeeeehhhhhh, mãe, mãe, consegui!!! O Bozo tá falando comigo!!!)
- Mas infelizmente essa é uma gravação, hô hô hô!!! Tente novamente mais tarde!! E nunca se esqueça de seeeempre riiiiirrrr!!!
Amores impossíveis
Vá vá vá. Vá me dizer que você nunca sonhou em estar ao
lado daquele artista que você era fã? Confesse! Ok... eu dou a cara pra bater (e pra levar um monte
risadas do mundo todo) e coloco aqui uma historinha desse tempo de fãzóca. Era a
época de Thriller, do Michael
Jackson. Quem lê este blog há algum tempo sabe que aos meus
13 anos eu era apaixonadérrima pelo Michael. Ah, você perdeu
essa informação? Então leia a matéria do dia 16 de junho de 2005. Um dia fomos ao cinema. Demos as mãos no meio do filme.
Então eu fechei os olhos e abri só um pouquinho, só pra ver a mão dele na minha,
pra poder imaginar melhor que era o Michael segurando a minha mão... pode uma
coisa dessas? Mas esse segredo eu estou revelando só agora, depois de
adultíssima, porque na época eu negava negava negava.
Então,
então... nessa época valia tudo pra estar próxima ao seu artista, nem que fosse
de um sósia. E não é que eu me apaixonei por um
cara que era a cara do Michael? Bom, o povo dizia que não, mas
eu achava!!! Mas mesmo deixando esse detalhe de lado, ele era um cara súper
legal, gente fina mesmo.
Gente, sem
brincadeira... eu e ele encenávamos no meio da rua aquela parte do vídeo do
Thriller em que o Michael canta pra mocinha na calçada, enquanto eles voltam do
cinema... hahaha. E o pior é que ele dançava igualzinho!
Final da
história: Tadinho, ele não entendeu nada quando eu disse "hoje
acordei e o amor havia sumido". Foi assim mesmo, de uma hora pra outra. Só
depois eu fui perceber que foi na mesma semana em que me desfiz de minhas coisas
do Michael e passei a ser fã do Duran Duran. Assim, vapt-vupt.
Ah!!!
Este mês o Águas Passadas está fazendo aniversário!
Um aninho, eehhhh!
Palmas!!!!
Impressionante!
Em uma tarde ensolarada de 1979:
- Mãe, mãe, olha o que eu comprei!!!
- Meu Deus!!! Como você foi comprar uma coisa horrível dessas??? Onde você tava com a cabeça??? Quem te vendeu isso??
- O moço da banca...
- Mas como ele vendeu isso pra você??? Você é uma criança!! Olha só... meu Deus!!!! Revista do baile Gala-Gay!!!
- Mas mãe, eu comprei pra mostrar uma coisa pra vocês!!!
- Dry, isso aqui ta cheio de mulher pelada!
- Mas é por causa disso que eu comprei, mãe! Pra mostrar pra você que tudo isso aqui não é mulher, é homem!!!
Final da história: A revista foi jogada no lixo. Mas fiquei sem entender como aquele moço da capa podia ser igualzinho a uma mulher! O nome dele era Roberta Close.
Novos links!!
Galera, não deixe de acessar os novos links que coloquei ali na coluna de "PÁGINAS LEGAIS".
Tem cada coisa, hehe...
Comentem!!!

Mais uma de cicatriz!
Tá, tá, prometo que é a última história sobre cicatriz, mas essa eu pre-ci-so contar!
E relembrando essa história percebi que essa sim foi a minha primeira cicatriz!!!
Lá estava eu com 3 aninhos, alegre e faceira brincando sozinha no quintal de casa quando...
- Dryyyyyyyyy, vem brincar de velotrol comigo aqui em casaaaaaaa???
Era o meu vizinho (aquele que gostava da Perla). Ok, fui. A brincadeira era assim: um sentava no velotrol enquanto o outro empurrava pra ele ir bem rápido. Legal legal legal, vamos nessa! Na primeira vez quem ia empurrar era eu, então fiz questão de empurrar bem forte pro meu amigo ir bem rápido.
Coloquei as mãos na parte de trás do velotrol e comecei a correr na maior velocidade do mundo quando de repente... RRRRRÉÉÉÉÉÉÉCCCCCCCC! O bendito tombou pra trás ralando os meus dedinhos naquele chão horroroso de cimento. Aaaarggghhhh!!!!
Fui pra casa com os dedos sangrando, berrando feito doida. Minha mãe passou água oxigenada e depois mertiolate (que na época ardia mais do que sal no olho) e assoprou “di com força”. Meu, simplesmente terrível. Depois ela enrolou cada dedo meu com gaze e me proibiu de brincar com o vizinho.
No dia seguinte, fui com o meu irmão no clube ver um jogo de futebol. Ele me levava nos ombros de cavalinho quando o meu sorvete de groselha escorreu e entrou por debaixo da gaze e... BUÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!
Ok, ok, mamãe limpa com água oxigenada, passa mertiolate ardido (soprando “di com força”) e coloca gaze nova.
No dia seguinte:
- Dryyyyyyyyy, vem brincar de velotrol comigo aqui em casaaaaaaa???
É lóóóógico que eu... FUI!! Sem minha mãe saber. Afinal, eu não ia ser tonta de brincar de velotrol de novo, né? Mas chegando lá o meu amigo me disse que eu podia empurrar sossegada porque aquilo não ia acontecer de novo.
Coloquei as mãos na parte de trás do velotrol e comecei a correr na maior velocidade do mundo quando de repente... RRRRRÉÉÉÉÉÉÉCCCCCCCC!
A primeira cicatriz a gente nunca esquece
Quem me conhece sabe essa história até de trás pra frente!
É a história da minha primeira cicatriz... Medo!!!
Então, foi assim:
Numa bela tarde ensolarada de sábado meu pai quis tomar a sua famosa cervejinha, mas estava com preguiça de ir até o bar. Sobrou pra quem? Pra marmitão aqui. Lá fui eu, uma criança de apenas 5 aninhos carregando uma sacola com 4 garrafas vazias. Até aí tudo bem...
- Seu João, meu pai pediu isso aqui.
-Tá Drizinha, vem cá que eu te ajudo a colocar as garrafas cheias na sacola. Vai com cuidado, hein? Ta pesado!
Lá fui eu bela e formosa, andando bem devagarinho quando... tropecei!!! Sei lá por que cargas d´água, mas tropecei e PLOFT! Lá se foram as garrafas no chão. Três ficaram intactas, mas uma quebrou e entrou um pedação de vidro no meu braço, perto do cotovelo. Fui pra casa chorando, sangrando mas ainda viva, carregando as garrafas que foram salvas!
- Oh, coitadinha, o que foi que aconteceu?
- Eu tropeceiiiiiiiiiiiii
- Vem cá que a mamãe faz um curativo...
Final da história: Meu pai nunca mais me mandou comprar mais de uma garrafa por vez no bar do seu João. Minha mãe arrancou o vidro do meu braço com uma pinça de tirar sobrancelhas, tacou mertiolate ardidérrimo e depois juntou o corte gigantesco e colocou... um bandaid!!!

Tá aqui a cicatriz nos dias de hoje.
E não é que parece um ratinho??!!
Alalaôôôô... mas que calor, hein?
Entrando em ritmo de serpentinas e confetes, vou contar pra vocês algumas de minhas experiências carnavalescas de “outrora”.
Pra falar a verdade nunca gostei de carnaval mas sempre adorei serpentina, confete, metalóide, lantejoula e todas essas coisas coloridas que só apareciam nessa época do ano.
Eu e meu amigo (aquele que era apaixonado pela Perla) adorávamos jogar rolos e rolos de serpentinas coloridas nas árvores da nossa rua, era súper divertido!
Uma das minhas manias que durou por muito tempo era a de ficar acordada durante a madrugada e assistir ao desfile dos trajes de gala... Sim, aqueles enormes, cheios de penas, brilhos, saias gigantescas e que sempre eram vestidos por homens e mulheres maquiadérrimos, exuberantes! A grande estrela desses desfiles era Clóvis Bornay, lembra?
Meu pai fazia as decorações para os bailes dos clubes, então já viu... Minha casa era invadida por todos esses materiais e muito mais: cola, papelão, papel laminado, tesouras, brocal, espelhinhos, tintas, pincéis... E tudo era feito em proporções gigantescas, em quantidades enormes, já que iam decorar grandes salões.
É claro que eu com os meus 4 anos já ajudava a fazer arte. A minha principal tarefa era a de amassar os papéis laminados que depois iriam ser esticados novamente e ficariam com um lindo efeito de diamantes!
Um dia (com mais ou menos 5 anos) fiquei curiosa pra ver como era esse tal de “baile” e meus pais me levaram na matinê do clube. Foi o primeiro e último de toda a minha vida. Bom, nem preciso dizer que detestei, né? Aquele monte de crianças pisando no meu pé, jogando confete na minha boca, me empurrando e berrando as marchinhas no meu ouvido:
“Olha a cabelêra do Zezé, será que ele é, será que ele éééé...”
“Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãeeee eu queeero mamaaaar...”
Final da História: Passei o resto da matinê sentadinha num cantinho perto das pernas da minha mãe, tomando Guaraná Caçulinha da Antártica, juntando confetes do chão e jogando sobre minha própria cabeça (depois de fazer cabelos de serpentina, é claro).
Ah! Que Mall Star!
Hoje em dia a galera tá usando All Star adoidado. E não é pra menos!

All Star é lindo, fofo, bonitão, transadérrimo, sem contar que tem cores sortidas e modelos variados. Há um belo par esperando por você na loja mais próxima, não importa qual seja o seu estilo!
Mas quando eu era adolescente o bagulhéts não era bem assim.
All Star que se prezasse tinha que ser de cano alto (quem usava cano baixo não tava com nada! A não ser que você pisasse sobre ele com o calcanhar na parte de trás, como se fosse um chinelo, e colocasse a "língua" toda pra fora, com o cadarço bem folgado...).
E os detalhes? Ah, nada de florzinhas, tachinhas multicoloridas, listras diferentes ou cadarços chamativos. O lance era basicão mesmo, tecido chapado numa cor só, cadarção branco e pronto.
Eu tinha 4 pares cano-longo: um branco, um preto, um azul claro, um azul marinho, todos lindos de morrer. Quando não tava com um, tava com o outro. E era aquela festa: All Star a semana inteira, incluindo sábados, domingos e feriados.
Você leitor, que é mais ou menos da minha idade, se lembra de uma propaganda que a Tina Turner fazia? Ela segurava um par nas mãos e começava a dizer, com a voz super grossa, aquele monte de frases em inglês com a tradução na legenda:
“All Star is together, forever and ever, bla bla bla, everybody wants an All Star!”, haha... Eu até a imitei num comercial do eterno telejornal “Eh! Viva a Judith” (mas essa é outra história).
Final da História: Toda historinha minha tem um final dramático, né? Pois dessa vez não poderia ser diferente. Um belo dia, abri meu guarda-roupa pra vestir os meus queridinhos e... cadê??? Sim salabim, minha mãe (que não agüentava mais me ver de All Star) deu todos pra diarista.
Clique aqui pra entrar no site oficial do All Star!
A pequena revoltadinha
Gente, essa eu me lembro como se tivesse sido ontem.
Era uma bela tarde de sexta-feira! Lá estava eu voltando da escola, com os meus 13 anos de idade e toda a alegria de ver chegar o final-de-semana.
Quando cheguei pra abrir a porta de casa... estava trancada. Ninguém me avisou que ia sair, não levei chave... “Ok, ok, sem stress, vou pegar a chave no esconderijo secreto”, pensei alto. Fui no tal esconderijo e cadê a chave? Nécas...
Fiquei sentada na escada esperando alguém chegar... passaram-se 15 minutos... 20 minutos... 1 hora... 2 horas... 4 horas!!! Aarghhhhhhhhhhh!!!! Enlouqueci! Comecei a bater a porta com tudo, morrendo de raiva, dando chilique e berrando “Por quê vocês fizeram isso comigoooooooo????”... Hahaha, olha o drama!
Mas a história não para por aí. Fiquei tão brava que resolvi me vingar! E a vingança de uma pré adolescente é praticamente um terrorismo...
Bem, fui até a “Padaria Cheqqui”, comprei mais de 50 chocolates diferentes, coloquei todos eles em um grande saco de papel e disse: “Pode marcar na conta do meu pai!”.
Voltei pra escada e comecei a comer bem devagar os chocolates, apreciando lentamente o doce sabor da vingança! Era tanto chocolate, mas tanto que não agüentei comer nem metade deles.
Nessas alturas, meu amigo chegou e acabei dando metade do saco cheio de chocolates pra ele. Ele gritava: “Meu Deus, meu Deus!!! Obrigado Senhor!!!!”
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