O Amor é Brega - Parte I

Ah, o amor! Como o amor é lindo! E muitas vezes, BREGA. Principalmente os amores de infância, não é mesmo? Quando a gente é pequeno, insiste em se apaixonar pelas pessoas mais bizarras.

Eu tenho um amigo que aos 5 anos era apaixonado pela Perla, aquela morena com sotaque paraguaio e cabelos negros longuíssimos. Ele chorava toda vez em que a ouvia cantando "Nosso amor nasceu foi pra ficar e eu vou te amar Ferrnááánndooooo..." ou então "Pequenina do meu coraçããããoooo, ser criança é como ser uma gaivota livreeeeee"...

Nesta mesma época, eu também era apaixonada por duas pessoas bizarras. A cena ainda está fresquinha em minha memória: Eu com 5 anos de idade, dançando no meio da sala e remexendo a cintura igual ao meu amor - Sidney Magal. Ah, como eu amava aqueles cabelos cacheados, aquelas camisas brilhantes e bufantes dentro daquela calça justíssima, aquele olhar de peixe-morto! Mas o legal mesmo era quando ele cantava a música da Sandra Rosa Madalena. Eu cantava gritando com todo o ar que havia em meus pulmões: QUERO VÊ-LA SORRIR, QUERO VÊ-LA CANTAR, QUERO VER O SEU CORPO DANÇAR SEM PARAR! Eu cantava e remexia a cintura, no maior estilo chacrete... Agora, mais legal que tudo isso junto era a minha mãe e meu pai gritando "Pára com isso, menina, coisa feia dançar assim! Não pode! Não não não!". Como eu não entendia o porque de tanto alarde, continuava dançando e cantando numa boa...

Talvez o meu fraco naquela época fosse mesmo os homens de cabelos cacheados, porque o segundo "amor da minha vida" nessa época era nada mais nada menos do que o "rei" Roberto Carlos. Minha irmã mais velha tinha um LP dele e as vezes meu pai o colocava pra escutar. Era só eu ouvir a voz do "rei" que corria pegar a capa do LP e enchê-la de beijos beijos e mais beijos. Eu beijava e dizia "ah, meu amor... meu amor...".

Final da História: Todo mundo sabe que o estilo que eu mais curto é o rock. Mas até hoje, quando ouço um "quando eu estou aqui eu vivo este momento lindo" ou então um "ah, eu te amo, o meu sangue ferve por você" eu acabo cantando junto!

Meu primeiro vestido de festa

Ah, ele era lindo! Verde-água, feito com um tecido esvoaçante que brilhava quando batia a luz. Manguinhas bufantes e um cinto que trazia um cacho de flores da mesma cor. Um luxo! Quanto tempo eu fiquei namorando aquele cachinho de flores antes dele ser costurado na roupa...

Enfim, o grande dia de usá-lo chegou! Era o casamento de minha irmã mais velha, aliás, 15 anos mais velha que eu (sim, a mesma que eu fui com minha mãe ver o coral e armei o maior berreiro). Ela e meu cunhado (o dos trocadilhos) começaram a namorar quando eu fiz um ano e quando coloquei meu vestidinho verde-água eu já tinha 6 anos

Como tudo o que é bom dura pouco, algo terrível aconteceu. Minha mãe, que não tinha o menor jeito para personal stylist, veio com um sapato para compor o meu look que mais parecia uma chuteira. Era azul marinho, quase preto. Eu odiiiieeeeiii, mas tive que colocar porque já estava na hora de irmos pra cerimônia.

Final da história: Minha irmã se casou, tirei os meus sapatos horrorosos no meio da festa e me esbaldei FELIZ de tanto correr com o meu lindo vestido verde-água balançando ao vento. 

Obs: Aposto que você se lembra da sua primeira roupa de festa!

Ele está me perseguindo!

Só pra vocês não acharem que eu viajei muito na história anterior... Dá só uma olhadinha no que eu encontrei.
Ali no menu da direita, em "outros sites", você encontra um link de uma página súper legal chamada "Jornal do Aniversário". Pois é... Lá fui eu toda faceira, coloquei meu nome e a data do meu níver pra ver o que ia aparecer e... tchanãããnnnnsss!!!



O Elefantinho Macabro

Durante décadas aconteceu em Limeira a famosa FACIL, uma grande feira onde todas as novidades das industrias da cidade e da região eram expostos em stands. Era um acontecimento e tanto porque, além da exposição, sempre havia barracas com comidas típicas de estados e países, shows musicais (até o RPM tocou lá) e também um parque de diversões, com brinquedos inesquecíveis.

Em 1975 fiz a minha primeira vista á FACIL. Lá estava eu com meus 4 aninhos, passeando por aquele lugar gigantesco. Me lembro pouco do lugar, já que só via aquele monte de pernas andando em minha frente... Me lembro também de ter tomado Fanta Uva naquela garrafinha pequena (com canudinho, é claro). Mas a maior emoção foi quando entrei no parque de diversões. Nossa! Aqueles brinquedos todos, aquelas luzes piscando, o grito das crianças se divertindo! Aquele cheiro de pipoca misturado com a música que vinha do carrossel! Eu não sabia direito pra onde olhar primeiro!

Então meu irmão teve a idéia de andarmos no Elefantinho. Ah, você deve saber que brinquedo é esse! Aquele em que vários elefantes sobem e descem girando num eixo central. Me lembro perfeitamente do momento em que me sentei dentro do elefantinho e meu irmão me perguntou:

- Vamos lá no alto??

- Vamooooosss!!!!

O brinquedo começou a girar!!

Todos os elefantinhos começaram a subir!!... menos o nosso.

Meu irmão puxava a alavanca com toda a força e nada. Nem preciso dizer que comecei a chorar, né? Imagine a cena: o brinquedo rodando, todas as crianças lá em cima gritando e rindo, e eu lá embaixo. Inesquecível!!!

Agora você não vai acreditar no que eu vou te contar...

Semana passada fui ao Playcenter com o Roni e enquanto andávamos por lá resolvemos dar uma passadinha na área infantil. Adivinha quem estava lá?
Só te dou uma pista: enquanto todas as crianças gritavam lá em cima, ELE girava lá em baixo. Eu juro que ele me olhou e riu! 

E você? Tem alguma história legal que lhe aconteceu em um parque de diversões?

Meu cunhado

Toda família sempre tem um cunhado. O meu apareceu em minha vida quando eu tinha 1 aninho. Ele era bem legal, brincava comigo, me colocava de cavalinho em seus ombros, me levava passear no corcel amarelo gema (essa é uma outra história!), me dava presentes...

Mas com o passar do tempo ele foi desenvolvendo uma característica bem peculiar. Ele passou a fazer TROCADILHOS!!! Sabe o que é isso? Ele pega qualquer palavra e imediatamente faz uma piadinha com alguma palavra parecida. Mas algo incrível aconteceu: essa característica acabou virando um vício! Não, não, ele NÃO CONSEGUE ficar por muito tempo em um lugar sem fazer os seus famosos trocadilhos!


Como eu amo você, meu querido leitor, vou compartilhar alguns deles aqui. Vou dar a explicação logo em seguida porque, na maioria das vezes, não dá mesmo pra entender muito bem!

No avião que fazia a rota pela América do Sul, alguns passageiros olhavam pela janela e exclamavam:

- Veja! Tem mosquito! (temos Quito)
- Palmasss!!!
- Você viu o Bogo? Ah, o Bogo tá ali! (Bogotá) - Sensacional!!!
- Oi Bogo! Cê sabia que se você for pra Cordilheira dos Andes o ar é rarefeito? Mas se você for para a Argentina, você terá buenos aires (socorro!!!)
Bogo perguntou: E esse avião passa pela Bolívia? O companheiro respondeu: Ah, lá passa (La Paz)
- nãoooo, nããããoooooo!!!!...

E pra terminar, o diálogo final:
- Aaaarrgghhh, uma turbulência no avião!!!
- Caracas!!!

Palmas para o meu cunhado!!!

Na foto: O... Ele!!! (Preferi deixar sua identidade em sigilo, hehe)

Ser MÃE é padecer no paraíso!

Como o dia das mães tá aí, nada melhor do que contar uma historinha envolvendo a minha...

Lá estava ela, toda orgulhosa e ansiosa, pronta para ver a minha irmã mais velha se apresentar com o coral da cidade no auditório de uma faculdade. Eu tinha uns 2 anos e meio e me lembro bem da cena: Todos nós chegando atrasados e sentando lá na fente, na segunda fileira - o único espaço vago.

Até aí tudo bem. Só que eu tinha um ligeiro problema chamado MEDO! Eu morria de medo de máquinas fotográficas (em particular dos flashes) e também de barulhos altos. E adivinha o que tínhamos ali? Muitos fotógrafos e, é claro, o coral com umas 50 vozes! Já comecei a ficar emburrada...

Minha irmã estava bem no meio do coral, na primeira fileira, vestida com uma roupona preta (que hoje eu sei que se chama béca) e isso também me assustou. Ela me deu um tchauzinho antes de começar. Fiquei feliz! Mas depois que o coral começou a cantar eu dei muitos tchauzinhos e ela simplesmente não me respondeu! É claro que eu não entendi que ela não poderia acenar feito uma louca enquanto cantava...

Só sei que aquele lugar se tornou apavorante pra mim e fiz o que toda criança faz muito bem: comecei a chorar. Não, esse não é bem o termo. Comecei a berrar, a berrar muito forte, em alto e bom som. Minha mãe, desconcertada, tentava me fazer ficar quietinha, mas eu não parava. Eu queria sair dali o mais rápido possível!!! Até que o inevitável aconteceu.

O regente do coral deu uma olhada pra trás, em nossa direção, com a cara mais brava que eu havia visto em toda a minha longa vida!!! Que medo!!! Berrei mais alto ainda!!

Final da história: Minha doce mãezinha teve que sair do auditório logo na primeira música. Perdeu a maravilhosa e tão esperada apresentação de minha irmã, mas ganhou a minha eterna gratidão! Ela me salvou!

Na foto: Eu, chorosa, no colinho da mamãe.
Abaixo, meu irmão com cara de poucos amigos.

Até que enfim...

...Me rendi aos encantos de fazer um blog pessoal. Até que eu resisti bastante, né?

Mas eu tava pensando... "tá, tá, vou fazer um blog pra falar do quê"? Quando de repente: TCHANÃNS!!! É claro! Vou falar do que eu mais gosto de falar: das coisas que um dia marcaram a minha vida! Show, adorei!

Então veio a dúvida (ela sempre me persegue)... Qual o título do Blog? Bom, minha tia sempre me dizia que o aconteceu com a gente são águas passadas... Mas as minhas são muito mais legais, porque são passadas com ferro a vapor!

Pois é... E você, pessoinha que recebeu o convite para vir até aqui, prepare-se... Vai ter muita história boa pra ler! E trate de colocar este blog no seu "favoritos" pra não esquecer o endereço!



Um beijo, e boa viagem!

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