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Pra quem ainda não sabe, eu tenho um fotolog com fotos e desenhos meus. Pra visitar é só ir até ali no menu do lado direito, em "outros sites" e clicar em "Fotolog da Dry". Agora fiquem com uma história arrepiante que escrevi hoje: 

Histórias macabras

Esta semana eu vi o anúncio da nova série do programa jornalístico Linha Direta. Eles mostrarão fatos espirituais inusitados ocorridos após grandes catástrofes. Confesso que senti um frio na espinha porque isso me fez lembrar algo que eu tinha verdadeiro pavor: as histórias sobrenaturais apresentadas no fantástico.

Você se lembra disso? Era sempre uma história macabra acompanhada de vultos, vozes do além, aparições... Não sei porque eu tinha a idéia de que pra parar de sentir medo daquilo eu precisava assistir tudinho! Então eu ficava na sala morrendo de medo, com os olhos semi-abertos pra dar tempo de fechá-los se precisasse, mas não saía dali até que a história terminasse.

Uma que eu nunca vou me esquecer foi aquela em que um cara morreu. Ok, uma pessoa morta, nada demais até então. Todos estavam ali no velório e de repente alguém saiu correndo gritando:
- O morto sorriu! O morto sorriu!!!

Meu, imagina a cena!!! Imagine você, olhando pro morto que está dentro do caixão e de repente, ele abre os olhos e dá um sorriso???!!!! Meu Deus, meu Deus!!! Eu ia ter um ataque cardíaco!

Mas o pior de tudo não foi a história em si. O fato é que a esposa do homem morto resolveu registrar o momento!!!!! E tirou fotos!!!! E o fantástico mostrou pra nóssssss!!!!!!!!!!!!! Meu Deus, eu nunca vou me esquecer daquele morto com seus olhos semi-abertos e aquele sorriso estampado no rosto!!

Que medo!!! Você se lembra disso???

Eu tenho medo. Muito medo.

Tem gente que tem medo de barata, aranha, cobra, escorpião. Outros têm medo de altura, de escuro, de andar de avião, de dirigir... Tem gente que tem medo da solidão, da morte... Tá cheio de gente por aí com medo de morrer sem ter se casado antes. Bom, quando eu tinha 8 anos eu tinha muito, mas muito medo de um quadro.

Este quadro ficava na parede da sala de jantar da minha vizinha. Meu amigo (aquele que gostava da Perla) era sobrinho dela, e nós brincávamos quase diariamente em sua casa. Mas quando tínhamos que passar por aquela sala, eu até fechava os olhos.

Um dia inventamos de brincar de "gato mia". Pra quem não sabe, essa brincadeira tem que ser feita na escuridão total. É tipo um esconde-esconde no escuro... A pessoa que está procurando pergunta: "gato mia???" e quem está escondido responde "miau". Pelo som ele tem que encontrar a pessoa que está escondida.

Bom, lá fomos nós brincar de gato mia, no escuro, naquela casa que tinha aquela sala com aquele quadro. Meu Deus, eu nunca havia passado tanto medo em toda a minha vida.

O quadro era uma foto de um homem de cabelos grisalhos, com uma roupa branca e um chapeuzinho na cabeça. Além disso, ele tinha uma capa vermelha, que medo! O pior de tudo é que parecia que ele estava sempre olhando pra mim e fazendo um gesto me chamando, um horror!! Um dia eu disse a ela que tinha medo daquilo, achava a coisa mais pavorosa do mundo. Ela me respondeu aos berros:

- Que sacrilégio, menina!!! Isso é pecado!!! Peça perdão agora mesmo, Deus não gostou do que você disse! Como você pode falar assim do quadro que tem a foto do Santo Papa???!!!

Quer ver a foto? Clique aqui.

Meu tio Bertão

Não tinha dia. Não tinha hora. Quando menos a gente esperava aquela voz altíssima, aos berros, era ouvida na rua:

- MÚ-SSSOLIIIINIIIIII

Esse era o meu tio Bertão, figurinha conhecida em Limeira. Ele era daquele tipo que bebia o tempo todo pra ressaca não chegar, sabe? Gorducho e sempre cambaleando, ele tinha uma história de infância que pelo jeito o marcou profundamente... Quem me contou a história foi o meu pai, irmão dele.

Quando ele era pequeno, meu avô o levava pra cortar os cabelos em um barbeiro perto de casa. Era só o "pequeno Bertão" aparecer na porta e o barbeiro já dizia:

- Chegou o Mussolini!! Gente, esse menino não é a cara do Mussolini??? Vem Mussolini, senta aqui na cadeira que o tio vai aparar essa cabeleira!

Isso bastou pra que esse nome ficasse gravado em sua memória pra sempre. E na minha também!!!
Quantas e quantas vezes eu estava sossegada, vendo minha sessão da tarde, e ouvia aquele grito lá na esquina:
- MÚ-SSSOLIIIINIIIII

Ou então na alta madrugada, lá pelas 4 da manhã, eu era acordada pelo grito no nosso portão:
- MÚ-SSSOLIIIINIIIII

Isso sem contar quando eu ia de manhãzinha a pé pra escola, que ficava a 5 quarteirões de minha casa. Lá ia eu, caminhando tranquilamente, ainda cheia de sono com aquele olhar parado, sabe? Quando de repente... ah, você já sabe:
- MÚ-SSSOLIIIINIIIII

Tinha gente que morria de medo dele porque as vezes ele andava na calçada, bem quietinho... e quando chegava bem perto de uma pessoa de repente gritava:
- MÚ-SSSOLIIIINIIIII

Final da história: Meu tio faleceu alguns meses antes do meu casamento. Mas até hoje, quando vou visitar meus pais em Limeira, algo estranho acontece. Se eu estiver vendo sessão da tarde, ou andando pela rua da minha antiga escola, ou acordada de madrugada, o meu subconsciente grita bem alto: MÚ-SSSOLIIIINIIIII!!!

Pra saber quem era Mussolini, clique aqui.

Moda - A Vergonha (Parte I)

Finalmente o sábado tão esperado chegou - o aniversário de uma de minhas melhores amigas, a Patricia Degan. Eu nunca havia sido convidada para festas de aniversário e estava realmente emocionada! Disseram que até bailinho da vassoura ia ter (todo mundo dança com todo mundo, e quem sobra dança com a vassoura). Com 11 anos de idade e totalmente inexperiente a respeito de "acontecimentos sociais", lá fui eu ligar para as minhas amigas para saber com que roupa elas iam. Todas, sem exceção, iam de vestido.

- Meu Deus, vou ter que ir de vestido também?
- É claro, Dry! Todo mundo vai de vestido!
- Mas o único que eu tenho é um pouco comprido...
- Não tem problema, você vai arrasar! Ainda mais com esse cabelo curtinho...

Ok, ok... Tava na moda esses vestidos compridos, e o meu tinha uns detalhezinhos em branco bem bonitinhos, então eu fui sabendo que não ia fazer feio.

Chegando lá, qual não foi a minha surpresa quando vi todas as meninas de vestido... CURTO!!! Sim, pra cima do joelho e com cores suaves, tons pastéis! E eu lá, com aquele vestidão enorme, vermelho ainda por cima!!! Apesar das minhas amigas dizerem que eu tava "um charme" fiquei a festa toda num canto, morrendo de vergonha, até que um menino veio me tirar pra dançar. Poxa, não é que o meu vestido não tinha me deixado tão terrível assim?!

Final da história: No fim da festa, uma menina que eu não conhecia tirou o meu par pra dançar e me deu a vassoura.

O Amor é Brega - Parte II

Você que tem acompanhado este blog já sabe que aos 4 anos eu era apaixonada por Sidney Magal e Roberto Carlos. Sabe também que aos 7 anos colei uma foto do Luke do Star Wars no guarda-roupa e o beijava toda noite antes de dormir...

Mas o que você não sabe é que aos 13 anos fui loucamente apaixonada pelo Rei do Pop. Sim senhoras e senhores, ele, o próprio, o inesquecível: Michael Jackson!

Gente, esta foi a época da febre jacksoniana, onde em todo lugar só se falava dele.
Eu era tão fanática que ia todos os dias à banca do "seu Pedro" lá na praça Toledo de Barros e perguntava:
 

- Tem matéria do Michael hoje?
- Tem sim! Tem na Manchete, na Contigo e tem um poster novo.
- Me dá tudo!

Então eu pegava as revistas, recortava as matérias e fotos e colava em uma pasta. Pra você ter uma idéia, eu tinha mais de 200 páginas cheias de Michael nesta pasta! Sem contar com os posteres (uns 15) , LPs, todos os compactos, meia prateada brilhante, luva branca, chapéu preto, enfim...

Mas não é só issooooo meu caro leitor!!!... Eu também sabia dançar todos os passos de Billie Jean, Thriller, Beat It, Rock with You e os demais clips que passavam no programa Barros de Alencar aos sábados.

Pra você que também assistia, vou fazer uma pergunta: Você se lembra da Maica Jéca? Sim, uma menina que era IGUAL a ele e dançava IGUAL!!!! Nossa, era impressionante... E pra ver isso éramos obrigados a ver antes o clipe do "We are the world", as bandas Metrô e Absinto (do Ursinho Blau Blau), o concurso de "break", entre outros... Lembra disso?

Pois é gente, a loucura era tanta que eu ficava no quarto ouvindo a música "One day in your lyfe", prestando a atenção pra ver se conseguia ouvir a respiração dele entre uma frase e outra. E choraaaava... e perguntava pra Deus "Porque? Porque ele tem que morar tão longe? Porque a vida tem que ser assim?"...

Pra você ter uma idéia, nessa época eu cheguei a ter um namorado... bom, essa já é outra história. Outro dia eu conto!

Final da história: Um ano depois parei de curtir Michael Jackson e passei a ser fã do Duran Duran. Vendi minha pasta e todos os meus apetrechos para uma menina que conheci através de cartas pela sessão de correspondências da revista Som Três.

Para ver como Michael seria se não tivesse feito tantas cirurgias plásticas, clique aqui e surpreenda-se!
Para ver fotos atuais de Michael clique aqui e morra de medo!
Para ir ao site oficial com depoimentos do cantor
clique aqui ou aqui (sem introdução)

Cor é tudo!

A tecnologia tem avançado mais a cada dia. Outro dia lançaram aquele aparelhinho que é tipo um micro-hd. É impressionante ver que numa coisinha tão pequena dá pra colocar horas e mais horas de mp3 pra gente ouvir.

Mas cá entre nós... Em matéria de música, nunca inventaram nada mais legal do que aqueles LPs COLORIDOs!

Gente, fala sério, era sensacional! Lps vermelhos, amarelos, azuis, abóboras! E todos com cânticos infantis ou então com historinhas!

Eu tinha um amarelo com cantigas de roda. No adesivo central havia um desenho de várias criancinhas de mãos dadas, formando uma roda. Conforme o toca-discos rodava, as criacinhas também rodavam, era demais!

Quem me dava esses LPs era a minha tia, dona da Discolândia (na época, a maior loja de discos da cidade). Sempre que aparecia uma novidade ela trazia pra mim. Um dia ganhei um LP azul turquesa com 3 historinhas: O Macaco e a Velha, A Cigarra e a Formiga e Dona Baratinha e João Ratão. Eu achava tão triste aquela musiquinha...

"Quem quer casar com a Senhora Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?"

Então chegava um pretendente (um porco, por exemplo) e cantava a outra parte da música. Ela respondia:

"Porém sou muito sensível e medo tudo me traz. Diga-me primeiro, porquinho, como é que você faz?"

Ele respondia: "róónc rónc rónc!"
Então ela cantava que não conseguiria dormir com aquele barulho todo e por isso não poderia se casar.

E assim continuava a saga com cada pretendente, até aparecer o Ratão. Ele fazia um barulho que não assustava, e ela topou casar com ele. Só que como a maioria dos contos infantis sempre acaba em tragédia, ele acabou caindo dentro da panela de feijjoada e morrendo antes do casamento. E a Dona Baratinha, coitada, voltou a cantar na janelinha: "Quem quer casar com a senhora Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?"...

Eu ouvia essa historia várias vezes ao dia. Não sei como minha família não enlouqueceu.

Final da História: Não sei onde foram parar esses meus LPs. Dei uma busca na casa de minha mãe, sem sucesso. Outro dia no shopping vi vários deles pendurados como objetos de decoração numa loja retrô. Juro que berrei no meio do corredor.

Click!

Era uma bela tarde ensolarada de sábado. Meu irmão, 7 anos mais velho que eu, havia comprado uma máquina fotográfica e teve a excelente idéia de tirar uma foto minha. Adorei, afinal eu já tinha 5 anos e meu medo por essas máquinas já havia passado há muito tempo!

- Suba lá no terraço e olhe aqui pra baixo. Quando eu contar até 3 você sorri e eu bato a foto, tá?
- Tá!
- Um, dois, três e... cliqueeeeeee

Esse "clique" ele fazia com a boca e não batia a foto. Eu, nervosinha como sempre, já comecei a falar alto:

- Tira logo essa foto!
- Então dá um sorriso pra mim!
- Pronto (sorriso)
- Atenção! Um, dois, três e... cliqueeeeee
- Arrrghhhhhhhh, pááára com isssoooooooo
- Tá bom, tá bom. Agora é pra valer. Dá um sorriso.
- Já tô sorrindo (sorriso)
- Atenção! Um, dois, três e... cliqueeeeee
- AAAAAAAAAAAARRRRGGHHHHHHHHhhhhhhhhhh

Click.

Que a força esteja com você

Semana passada fui ver o terceiro filme da saga Star Wars - "A Vingança dos Sith". Nem preciso dizer que quase chorei de emoção, né? Ver Anakin Skywalker se transformando em Darth Vader é muito forte pra qualquer coração com mais de 30 anos...

Isso me fez lembrar de uma historinha.
No reino de Limeirolândia tudo era paz e tranquilidade... As mesmas pracinhas, o mesmo coreto, a mesma igreja Matriz... Quando de repente surgiu uma febre chamada GUERRA NAS ESTRELAS. Meu Deus, a cidade pirou!!! Todo mundo só falava disso! Que efeitos! Que som! Que montagens!!!

Eu já tinha uma paixão louca por estrelas, universo, essas coisas... Quando ouvi que o filme se passava no espaço, fiquei maluca! Então começou o diálogo mais ou menos assim com a minha irmã "do meio", 10 anos mais velha que eu:

- Me leva! Me leva! Eu quero ir!
- Mas o filme tem censura! Você tem só 7 anos, não vai poder entrar!
- Me leva? Me leva? Me leva? Me leva? ME LEVA?? ME LEVA??? ME LEVAAAAA????
- Tá! tá! tá!

Lá fui eu, ansiosa! A fila pra entrar no Cine Vitória era quilométríca (essa palavra me lembra a kilométrica, a caneta simpática por um preço milimétrico). Conforme fomos chegando à bilheteria, foi dando aquele medo! Será que iam me barrar? Bom... finalmente minha irmã conseguiu comprar os bilhetes e ninguém perguntou minha idade, ufa!

Agora era só passar pelo homem da catraca. Meu Deus, o homem da catraca!!! Ele ia ver que eu tinha menos idade do que a censura permitia!!! Eu estava perdida!!! (Naquela época eu realmente acreditava que essas pessoas tinham poderes extra-sensoriais e que só de olhar pra gente já sabiam a nossa idade). Mas quando cheguei na catraca, nem deu tempo de nada. Só vi minha irmã me empurrando e dizendo: "Vai, vai, vai, passa logo, passa logo!".

Passei e fui correndo pro hall de entrada, onde tinha um barzinho que vendia balas de amendoim, drops dulcora e dadinhos!!! Compramos um saquinho cheio deles e fomos nos sentar num lugar estratégico.

Bom, o que vi naquele filme nunca mais saiu de minha cabeça.

A música de abertura, as naves espaciais, a Princesa Léia e seu penteado de rosquinhas, o Chewbacca e seus grunhidos, a espada de luz que fazia "huuuóóóm", as lutas, o R2d2, o C3PO...

Mas o que mais me chamou a atenção foi o LUKE SKYWALKER!!! Será que existia no universo alguém mais lindo que ele? Foi paixão à primeira vista, não teve jeito...

Final da história: Assim que saí do cinema comprei a revistinha do filme na banca. Recortei a fotinha do C3PO, do R2D2 e do Luke e colei na porta do meu guarda-roupa. Todos as noites antes de dormir, eu dava um beijinho e dizia: "Boa noite, meu amor. Te amo Luke!"

Pra você que curte essa saga, clique aqui e delicie-se! (Se não abrir de primeira, dê um atualizar)
Pra curtir um resumo bem legal, clique aqui e boa viagem!
Pra ver como os atores estão hoje, clique aqui e chore!

Olha a ovada!

Neste sábado, 04 de junho, é o meu aniversário.
Gente, estou completando 34 anos!!!! Meu Deus!

Sabe quem tinha 34 anos? Minha tia "velha", que usava um cabelo curto, todo encaracolado, com brinquinho de ouro em formato de flor, vestido de estampa e sandália anabela!!! Bolsinha preta debaixo do braço (bolsinha esta que guardava um porta-moedas horroroso decorado com miçangas, um óculos para leitura, um batom vermelho opaco da avon, um lenço de assoar o nariz, uma caneta bic, um bloco de anotações com a imagem de nossa senhora na capinha e, é claro, a carteira cheia de documentos, carteirinha do SUS, INPS, além de algum dinheiro).

É inacreditável... apesar de que hoje em dia não existe mais pessoa velha... existe pessoa POBRE!!! Sim, porque quem passa dos 30 e tem grana nunca passa dos 20! Tá sempre com o corpinho enxuto, sem rugas, com os cabelos perfeitamente alisados, com o peito siliconado, com a bariguinha lipoaspirada... Cadê as vovozinhas de cabelinho branco que a gente costumava ver nas ruas? Sumiram! Deram lugar pras "mulheres maduras" de 70 anos com corpinho de 40 (que parece corpinho de 25). Que medo!

Mas falar de aniversário me faz lembrar daquela velha mania que a gente tinha de dar ovada na cabeça do aniversariante na saída da escola. Era sempre aquele pânico! A gente até ia de camiseta velha porque já sabia o final da história...

Eu me lembro muito bem da minha ovada histórica. Eu tinha 13 anos e o sinal da saída já havia tocado, lá no Trajano Camargo. Juntei o meu material antes de todo mundo e quando o sinal tocou eu saí em disparada, correndo feito louca. Meus amigos saíram correndo atrás, já com os ovos na mão. Foi aquela correria pelos corredores, aquela gritaria de "peeegaaaa!!!" até chegar no pátio. Quando eu estava quase alcançando o portão, PLOFT! Um baita ovão nojento e fedorento em meus longos cabelos... aquela gema escorrendo pelo meu rosto, argh!!

Como se não bastasse 1, jogaram mais 5!!! Naquele momento eu era a própria ovo-woman, praticamente uma gemada-humana. Mas meus amigos me amavam, eles eram muito bonzinhos! E pra provar isso, jogaram um balde CHEIO de serragem em cima da minha cabeça. Isso mesmo, serragem, aquele monte de fiapo de madeira. Passei de "mulher-ovo" para "ninho-de-pombos"! Pra completar o carinho, pintaram meu rosto com guache verde.

Achou que parou por aí? Não, meu bem. Eles me fizeram ir A PÉ pra casa. Andei quase 7 quarteirões neste estado, com aqueles "anjos" atrás de mim cantando "cooomm queeem seráááá", e de quebra queimando o meu filme falando na musiquinha o nome do meu namorado secreto (isso é outra história...).

Final da história: Passamos em frente a uma sorveteria durante o percurso. A dona do estabelecimento, morrendo de dó, me deu de presente um Sundae maravilhoso de chocolate, morango e flocos. A galera também saiu ganhando: todo mundo ganhou uma bola de sorvete de graça.

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