A pequena revoltadinha

 

Gente, essa eu me lembro como se tivesse sido ontem.

Era uma bela tarde de sexta-feira! Lá estava eu voltando da escola, com os meus 13 anos de idade e toda a alegria de ver chegar o final-de-semana.

 

Quando cheguei pra abrir a porta de casa... estava trancada. Ninguém me avisou que ia sair, não levei chave... “Ok, ok, sem stress, vou pegar a chave no esconderijo secreto”, pensei alto. Fui no tal esconderijo e cadê a chave? Nécas...

 

Fiquei sentada na escada esperando alguém chegar... passaram-se 15 minutos... 20 minutos... 1 hora... 2 horas... 4 horas!!! Aarghhhhhhhhhhh!!!! Enlouqueci! Comecei a bater a porta com tudo, morrendo de raiva, dando chilique e berrando “Por quê vocês fizeram isso comigoooooooo????”... Hahaha, olha o drama!

 

Mas a história não para por aí. Fiquei tão brava que resolvi me vingar! E a vingança de uma pré adolescente é praticamente um terrorismo...

 

Bem, fui até a “Padaria Cheqqui”, comprei mais de 50 chocolates diferentes, coloquei todos eles em um grande saco de papel e disse: “Pode marcar na conta do meu pai!”.

 

Voltei pra escada e comecei a comer bem devagar os chocolates, apreciando lentamente o doce sabor da vingança! Era tanto chocolate, mas tanto que não agüentei comer nem metade deles.

 

Nessas alturas, meu amigo chegou e acabei dando metade do saco cheio de chocolates pra ele. Ele gritava: “Meu Deus, meu Deus!!! Obrigado Senhor!!!!”

 

Final da História: Meus pais chegaram 5 minutos depois e flagraram o meu ato de subversão-terrorista-rebelde. E a dona da padaria foi proibida de vender qualquer coisa pra mim a partir daquele dia.
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