Alalaôôôô... mas que calor, hein?

 

Entrando em ritmo de serpentinas e confetes, vou contar pra vocês algumas de minhas experiências carnavalescas de “outrora”.

 

Pra falar a verdade nunca gostei de carnaval mas sempre adorei serpentina, confete, metalóide, lantejoula e todas essas coisas coloridas que só apareciam nessa época do ano.

Eu e meu amigo (aquele que era apaixonado pela Perla) adorávamos jogar rolos e rolos de serpentinas coloridas nas árvores da nossa rua, era súper divertido!

 

Uma das minhas manias que durou por muito tempo era a de ficar acordada durante a madrugada e assistir ao desfile dos trajes de gala... Sim, aqueles enormes, cheios de penas, brilhos, saias gigantescas e que sempre eram vestidos por homens e mulheres maquiadérrimos, exuberantes! A grande estrela desses desfiles era Clóvis Bornay, lembra?

 

Meu pai fazia as decorações para os bailes dos clubes, então já viu... Minha casa era invadida por todos esses materiais e muito mais: cola, papelão, papel laminado, tesouras, brocal, espelhinhos, tintas, pincéis... E tudo era feito em proporções gigantescas, em quantidades enormes, já que iam decorar grandes salões.

É claro que eu com os meus 4 anos já ajudava a fazer arte. A minha principal tarefa era a de amassar os papéis laminados que depois iriam ser esticados novamente e ficariam com um lindo efeito de diamantes!

 

Um dia (com mais ou menos 5 anos) fiquei curiosa pra ver como era esse tal de “baile” e meus pais me levaram na matinê do clube. Foi o primeiro e último de toda a minha vida. Bom, nem preciso dizer que detestei, né? Aquele monte de crianças pisando no meu pé, jogando confete na minha boca, me empurrando e berrando as marchinhas no meu ouvido:

 

“Olha a cabelêra do Zezé, será que ele é, será que ele éééé...”

“Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãeeee eu queeero mamaaaar...”

 

 

Final da História: Passei o resto da matinê sentadinha num cantinho perto das pernas da minha mãe, tomando Guaraná Caçulinha da Antártica, juntando confetes do chão e jogando sobre minha própria cabeça (depois de fazer cabelos de serpentina, é claro).

Ah! Que Mall Star!

 

Hoje em dia a galera tá usando All Star adoidado. E não é pra menos!

 

 

All Star é lindo, fofo, bonitão, transadérrimo, sem contar que tem cores sortidas e modelos variados. Há um belo par esperando por você na loja mais próxima, não importa qual seja o seu estilo!

 

Mas quando eu era adolescente o bagulhéts não era bem assim.

All Star que se prezasse tinha que ser de cano alto (quem usava cano baixo não tava com nada! A não ser que você pisasse sobre ele com o calcanhar na parte de trás, como se fosse um chinelo, e colocasse a "língua" toda pra fora, com o cadarço bem folgado...).

E os detalhes? Ah, nada de florzinhas, tachinhas multicoloridas, listras diferentes ou cadarços chamativos. O lance era basicão mesmo, tecido chapado numa cor só, cadarção branco e pronto.

 

Eu tinha 4 pares cano-longo: um branco, um preto, um azul claro, um azul marinho, todos lindos de morrer. Quando não tava com um, tava com o outro. E era aquela festa: All Star a semana inteira, incluindo sábados, domingos e feriados.

 

Você leitor, que é mais ou menos da minha idade, se lembra de uma propaganda que a Tina Turner fazia? Ela segurava um par nas mãos e começava a dizer, com a voz super grossa, aquele monte de frases em inglês com a tradução na legenda:

 

“All Star is together, forever and ever, bla bla bla, everybody wants an All Star!”, haha... Eu até a imitei num comercial do eterno telejornal “Eh! Viva a Judith” (mas essa é outra história).

 

Final da História: Toda historinha minha tem um final dramático, né? Pois dessa vez não poderia ser diferente. Um belo dia, abri meu guarda-roupa pra vestir os meus queridinhos e... cadê??? Sim salabim, minha mãe (que não agüentava mais me ver de All Star) deu todos pra diarista.

 

Clique aqui pra entrar no site oficial do All Star!

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