Mais uma de cicatriz!

 

Tá, tá, prometo que é a última história sobre cicatriz, mas essa eu pre-ci-so contar!

E relembrando essa história percebi que essa sim foi a minha primeira cicatriz!!!

 

Lá estava eu com 3 aninhos, alegre e faceira brincando sozinha no quintal de casa quando...

 

- Dryyyyyyyyy, vem brincar de velotrol comigo aqui em casaaaaaaa???

 

Era o meu vizinho (aquele que gostava da Perla). Ok, fui. A brincadeira era assim: um sentava no velotrol enquanto o outro empurrava pra ele ir bem rápido. Legal legal legal, vamos nessa! Na primeira vez quem ia empurrar era eu, então fiz questão de empurrar bem forte pro meu amigo ir bem rápido.

 

Coloquei as mãos na parte de trás do velotrol e comecei a correr na maior velocidade do mundo quando de repente... RRRRRÉÉÉÉÉÉÉCCCCCCCC! O bendito tombou pra trás ralando os meus dedinhos naquele chão horroroso de cimento. Aaaarggghhhh!!!!

 

Fui pra casa com os dedos sangrando, berrando feito doida. Minha mãe passou água oxigenada e depois mertiolate (que na época ardia mais do que sal no olho) e assoprou “di com força”. Meu, simplesmente terrível. Depois ela enrolou cada dedo meu com gaze e me proibiu de brincar com o vizinho.

 

No dia seguinte, fui com o meu irmão no clube ver um jogo de futebol. Ele me levava nos ombros de cavalinho quando o meu sorvete de groselha escorreu e entrou por debaixo da gaze e... BUÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!

 

Ok, ok, mamãe limpa com água oxigenada, passa mertiolate ardido (soprando “di com força”) e coloca gaze nova.

No dia seguinte:

 

- Dryyyyyyyyy, vem brincar de velotrol comigo aqui em casaaaaaaa???

 

É lóóóógico que eu... FUI!! Sem minha mãe saber. Afinal, eu não ia ser tonta de brincar de velotrol de novo, né? Mas chegando lá o meu amigo me disse que eu podia empurrar sossegada porque aquilo não ia acontecer de novo.

 

Coloquei as mãos na parte de trás do velotrol e comecei a correr na maior velocidade do mundo quando de repente... RRRRRÉÉÉÉÉÉÉCCCCCCCC!

 

Final da História: A carne da parte de cima dos meus dedos foi arrancada, dava pra ver os ossos!! E até hoje tenho as marcas daquela fatídica semana. Haja mãe pra assoprar “di com força”!!!

A primeira cicatriz a gente nunca esquece

 

Quem me conhece sabe essa história até de trás pra frente!

É a história da minha primeira cicatriz... Medo!!!

 

Então, foi assim:

Numa bela tarde ensolarada de sábado meu pai quis tomar a sua famosa cervejinha, mas estava com preguiça de ir até o bar. Sobrou pra quem? Pra marmitão aqui. Lá fui eu, uma criança de apenas 5 aninhos carregando uma sacola com 4 garrafas vazias. Até aí tudo bem...

 

- Seu João, meu pai pediu isso aqui.

-Tá Drizinha, vem cá que eu te ajudo a colocar as garrafas cheias na sacola. Vai com cuidado, hein? Ta pesado!

 

Lá fui eu bela e formosa, andando bem devagarinho quando... tropecei!!! Sei lá por que cargas d´água, mas tropecei e PLOFT! Lá se foram as garrafas no chão. Três ficaram intactas, mas uma quebrou e entrou um pedação de vidro no meu braço, perto do cotovelo. Fui pra casa chorando, sangrando mas ainda viva, carregando as garrafas que foram salvas!

 

- Oh, coitadinha, o que foi que aconteceu?

- Eu tropeceiiiiiiiiiiiii

- Vem cá que a mamãe faz um curativo...

 

Final da história: Meu pai nunca mais me mandou comprar mais de uma garrafa por vez no bar do seu João. Minha mãe arrancou o vidro do meu braço com uma pinça de tirar sobrancelhas, tacou mertiolate ardidérrimo e depois juntou o corte gigantesco e colocou... um bandaid!!!

 

Tá aqui a cicatriz nos dias de hoje.

E não é que parece um ratinho??!!

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